Celina, ex-apresentadora de quadro na Rádio Nikkey, ex-colunista do jornal Nippo-Brasil pela UPK, ex-organizadora de eventos, entre outros. No momento, advogada, voluntária em alguns eventos da colônia, apresentadora da UPK.

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Julho
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04 - Noite de Julho no Coopercotia
04 - Baile Beneficente no ACREC
04 - Sukiyaki do Bem no Grand Hyatt
04 - Festa Julina no Bunkyo de SBC
04 e 05 - Festival da Cerejeira em Ibiúna
05 - Festival de Taiko em Marilia
11 e 12 - Tanabata Matsuri
23 - Festival de Okinawa no CC Okinawa em Diadema
17 a 19 - Festival do Japão no Expo Imigrantes
22 a 26 - Anima Mundi no Memorial da América Latina
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Agosto



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Segunda-feira, Junho 29, 2009

Rodrigo: Só assim pra gente se encontrar.

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Guia turístico de japoneses e almoço no Jinroku

Um dia diferente, para um sábado com tempo instável.

Minha amiga trabalha numa multinacional japonesa, que recebe pessoal do Japão para treinamentos e afins. Como quem vem de fora não fala português e quem é daqui nem sempre entende japonês, eles precisam de pessoas que possam acompanhá-los e fazer as vezes de intérpretes. Nessas, ela que é fluente e, consequentemente vira intérprete, acaba fazendo amizade com alguns e na despedida combinam de fazer algo. Com um dos 4, ela tinha combinado de mostrar a cidade e na brincadeira acabaram aparecendo mais 3, que também estão de partida e gostariam de conhecer algumas coisa da cidade, principalmente o túmulo do Ayrton Senna.

Como a minha amiga, apesar de ter nascido em São Paulo e vivido aqui até iniciar a faculdade, não conhece nada da cidade, fui como guia turístico. Mas na preguiça, só falei em português e fiz ela suar pra traduzir tudo o que eu falava pros japoneses. Tinha um pouco de sacanagem, mas era por preguiça de pensar e a atual falta de prática para falar mesmo. Se bem que quando eles perceberam que eu conseguia falar, 2 deles até puxaram conversa.

Nunca entendi muito bem porque algumas pessoas fazem questão de visitar túmulo de pessoas estranhas, mas túmulo de pessoas famosas são vistas como pontos turísticos. Já que era a vontade deles, nós fomos ao Cemitério do Morumby. Lá, depois de tirar fotos da placa e junto dela, nos deparamos com os coveiros preparando uma cova para um enterro que deveria acontecer em algumas horas. Impressionados, já que no Japão o costume é de se cremar e não enterrar corpos inteiros, eles ficaram olhando o tamanho do buraco, curiosos. Os coveiros olhavam e não entendiam, ao que eu disse que se tratavam de turistas japoneses, e eles riram.

Eu não fazia idéia de que eles tinham achado tão interessante a ponto de fotografar. Eis a minha surpresa ao receber uma mensagem de agradecimento pelo passeio e algumas das fotos tiradas! Tem uma da placa de entrada do cemitério, mas eu não vou colocar.

Saindo de lá, fomos até o Jockey só para mostrar o campo, já que as corridas só começam depois das 14h, e seguimos ao Parque da Independência, totalmente esquecidas de que o Museu estava fechado por causa da greve da USP. Os japas ficaram impressionados, porque, segundo eles, não existe a possibilidade de uma universidade no Japão entrar em greve. A nossa sorte é que o parque é grande e tem um belo jardim para ser apresentado, além do monumento que guarda o corpo de D. Pedro. Nos divertimos tirando foto sentados sobre os leões.

Como era hora do almoço, seguimos para a Liberdade, onde comemos num restaurante chamado Jinroku, na Tomas Gonzaga, conhecida rua de restaurantes japoneses para todos os gostos e bolsos da cidade. Esse que eles escolheram é um restaurante bem pequeno, no começo da rua. Nunca tinha entrado, mas gostei da comida. Ele é bem simples e tem pratos bem caseiros, daqueles que não se vê em cardápio de restaurante, é o tipo de comida que a gente faz em casa, só que com uma apresentação de restaurante.

Eu e minha amiga pedimos um Mix de empanados que vinha com uma saladinhas de repolhos (isso é básico em prato caseiro feito no Japão). Shiro gohan é à vontade. Um dos japas se animou e comeu uns 3 tyawans. 2 deles comeram um tal de Namban. Ele é um tipo de empanado coberto com um molho semelhante ao tártaro. Todos concordaram que o molho tarê estava aguado, mas no geral, o restaurante é uma boa opção para variar.

Na parte da tarde passamos pela João Mendes, Catedral da Sé, Centro Cultural Caixa Econômica Federal, que está com exposição de arte francesa, por ser, 2009, o ano da França no Brasil, vimos a fachada do Solar da Marquesa em reformas, tomamos café no Café do Pateo, andamos até o Largo de São Bento quando começou a chover e encerramos nosso passeio com uma viagem de metrô até a Liberdade. Eles que sempre quiseram conhecer o metrô, mas nunca haviam entrado com medo de ir pra algum lugar totalmente desconhecido, se sentiram seguros em fazer a viagem com quem sabe ler e entender as placas de sinalização.

O receio deles se explica para quem conhece o sistema de transportes de lá. No Japão, tanto ônibus quanto trens tem horário certo. Se você se atrasar 1 minuto, perde mesmo. E no caso dos trens, pegar o trem seguinte não significa pegar o próximo trem que parar na plataforma, porque, dependendo do horário, o trem que parar não vai para onde você quer. O valor da passagem também varia de acordo com a distância a ser percorrida, o que não acontece aqui. O valor da nossa passagem é único.

Foi um dia agradável, exceto pela chuva.

Resumo Jinroku
Ambiente: simples
Atendimento: normal
Comida: pratos caseiros japoneses
Preço: média de R$27,00 com bebida



Segunda-feira, Junho 22, 2009

Comida: Restaurante RAS e Café Donut

Sábado, fomos ao RAS para comemorar o aniversário da Ju. RAS, abreviação de 'Robata & Art Sushi', é o nome de um pequeno restaurante japonês, localizado em Moema (em frente a Onofre da Arapanés), que serve 'robatas' (espetinhos), algumas carnes fritas e grelhadas, oniguiri (bolinho de arroz) e sushis.

Para quem come muito pouco, a la carte, e para quem come um pouco mais, rodízio. Sinceramente, até eu comi o rodízio porque não valeria a pena comer a la carte. Os espetinhos são muito pequenos e se você comer mais do que uma meia-dúzia, já passou o valor do rodízio. Sem contar que você pode pedir pelos temakis (sushi não faz parte do rodízio) de vários tipos.

Apesar do tamanho pequeno, os espetinhos são muito bons. Adorei um de medalhão e o de batatinha. A asinha (de frango) também é muito boa... acho que dos que eu comi, todos estavam ótimos. Mas ficou faltando eles servirem shirogohan e bancha (o restaurante não tem nem um nem o outro). Pecado mortal num restaurante dito japa.

De temaki eu me esbaldei com o de camarão completo (camarão, pepino, cebolinha e maionese) e cheguei a provar o harumaki, que é pequeno, mas bem recheado. O Chicken Fry (frango empanado) que meu amigo pediu estava com uma cara muito boa e os oniguiris que eu vi o pessoal pedindo estava bonito também.

Recomendado! Mas fica um alerta, como a casa é muito pequena, ou você chega cedo para conseguir mesa ou deixa feito reserva antecipada para não ter que ficar em pé, na rua, nesse frio, esperando até que uma mesa fique livre.

Depois da comilança e um bolo muito gostoso de pão de ló com frutas da aniversariante, fomos até um café nas proximidades, o Café Donut. Eu nunca imaginei que encontraria tantos orientais em Moema. No restaurante só tinha japonês e no café, acreditem ou não, os orientais eram a maioria. Eu fiquei só com um café com mini donut, enquanto as meninas pediram chocolate quente (ou alguma variação desta bebida) e os meninos, café.

A casa é perfeita para encontro de amigos e tem uma área externa, na entrada, onde os fumantes podem baforar à vontade (e passar bastante frio também rs). Nas enormes tvs, passam seriados americanos e quem é viciado em internet pode levar seu laptop para usar o wi-fi da casa (se é de graça eu não sei, mas vi um casal usando um netbook na mesa ao lado).

Resumo RAS
Ambiente: simples e aconchegante
Atendimento: rápido e atencioso
Comida: espetinhos, sushis, grelhados e empanados
Preço: R$31,90 por pessoa + R$8,00 do manobrista*

Resumo Café Donut
Ambiente: simples e aconchegante
Atendimento: rápido e simpático
Comida: café, doces e salgados
Preço: R$2,50 o café com mini donut

*Os valores são de sábado à noite. Em outros horários e dias da semana os valores podem ser diferentes (via de regra são diferentes)



Segunda-feira, Junho 15, 2009

Lia: Pois é... coisas que eram boas podem ficar ruins.

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Cinema/Filme: Cinemark Pátio Paulista - A Mulher Invisível
Comida: Gnocchi (nhoque) da Baked Potato
Liga Mundial de Vôlei no Ginásio do Ibirapuera

O final de semana foi bem movimentado. Fui ver o jogo da seleção brasileira de vôlei masculino, junto com uma amiga e os colegas de trabalho dela. O jogo foi Brasil X Polônia. Cheguei lá sem saber quem eram os jogadores e o único que eu conhecia esteve no ginásio só para autografar a bola e uma camiseta que eles jogaram para o público, o Giba (gente, ele é enorme).

Nós compramos ingressos para a arquibancada, porque era o mais barato e porque não tinha mais outros lugares para comprar, mas garanto que foi muito mais divertido na arquibancada do que nas cadeiras numeradas. Quem quer ficar tietando não ia se encantar com a arquibancada, mas pra quem só quer torcer e agitar, tá mais do que ótimo! E ainda ganhamos a camiseta BB e um par de tacos infláveis para torcer. Muito legal! Pena que eu não comprei os ingressos para o dia seguinte (fomos sábado), porque eu achei tão divertido que voltaria com certeza, porque, diferente do que a gente vê em jogos de futebol, não tem confusão e todo mundo está lá em paz.

Aproveitei que minha amiga estava de férias para sair e fomos ao shopping Paulista, que acaba de inaugurar um Cinemark, com poltronas confortáveis e marcadas, somente para quem tem tamanho P, talvez M. Pessoas um pouco mais largas ou compridas não vão gostar do pouco espaço disponibilizado nos assentos.

Escolhi o filme "A Mulher Invisível", com Selton Mello e Luana Piovani, além de Vladimir Brichta e Maria Manoella. A atuação dos 4 personagens principais é muito boa, mas (desculpa para quem gostou) a história, apesar de arrancar risadas da platéia, tem pouco ritmo, ficando cansativo e parado em alguns momentos. Tirando o detalhe de que consegui pegar a sessão das 15h (nos Cinemarks existe a promoção da sessão das 15h, em qualquer dia da semana, que sai por R$4,00 a inteira. Confira no site), eu realmente não recomendo irem no cinema. Espere um pouco que a Globo passa na televisão e você pode aproveitar para assistir algum outro bom filme que esteja passando nas telonas.

Comentário: o gerador do Cinemark Paulista funciona!!! Quando saímos da nossa sessão vimos tudo apagado do lado de fora, somente com as luzes de emergência, mas nosso filme não sofreu nenhuma interrupçãozinha. Muito bom isso!

Para o almoço ela estava com vontade de comer batata, então aproveitei para provar o tão falado nhoque (tão falado pelo meu pai). Eles são aquecidos em forno na hora do pedido, o que faz a massa ficar levemente enrijecida, mas o queijo do recheio estava no ponto, puxando, uma delícia. Não se deixe iludir pelo fato de "só" vir 5 nhoques no prato. Eles são tão grandes que eu só terminei de comer por gula. Umas 3 bolinhas já seriam suficientes.



Segunda-feira, Junho 08, 2009

Shopping Paulista, Velox 3G da Oi e balada miada

Durante a semana cumpri minha hora diária de atividade física até quinta, mas tudo indoor, porque fez um frio respeitável e faltou muita coragem para encarar a bike na rua. Ainda dependo de tomar meu xarope de maracujá para dormir, mas não nego que estou me sentindo melhor.

Sexta fui comer um fondue na Planet Chokolate da Aclimação e acabei ficando além do horário por lá, conversando com os amigos. Chocolate e amigos sempre fazem bem. E o fondue é muito gostoso e farto.

Sábado, eu fui resgatar os pontos do meu pai para pegar um celular mais compacto pra mim e aproveitei que estava no shopping Paulista para ir até o quisque da Oi para fazer um teste com o Velox 3G, sistema de internet móvel deles. Até agora só consegui testar com o Google Maps, porque ele não consegue acessar via browser, nada. Achei bem lerdinho. E olha que meu pacote é o de 1gb de conexão e ainda deve sofrer uma redução de velocidade após o primeiro mega de dados consumidos. Não quero nem ver.

A redução de velocidade consta do regulamento/contrato de todas as operadoras que disponibilizam acesso 3G em São Paulo, mas só a Oi não tem pacote de dados ilimitados. Ou seja, vou ter que policiar o consumo para não ter que pagar excedente.

Como a Oi é a única operadora que disponibiliza 2 meses de graça e sem multa para cancelamento após qualquer período, eu decidi testar. Afinal, teoricamente, não tenho nada a perder. Se não gostar é só cancelar. Se gostar vai sair por R$44,90 até o final do ano e depois passa para R$104,90 (já com o desconto de R$15,00 por mês). Por enquanto eu não estou gostando, já que não consegui usar a internet via celular e o suporte via telefone sempre responde que está com o sistema indisponível.

O modem, para quem não tem, precisa ser comprado à parte. Como meu celular já era 3G, eu estou usando ele mesmo.

À noite fui para a Festa Junina da Abeuni. Ano passado foi um mico, já que às 23h não tinha mais comida e por volta da meia-noite, o pessoal do Clube disse que não podia fazer barulho... me explica como se faz uma balada sem som?

Esse ano, eles voltaram para o Moinho, na Móoca. Esperançosa, fui. R$20,00 de estacionamento + R$20,00 de entrada + o consumido. Eu entendo que seja um evento para arrecadar fundos, mas precisa ter um planejamento melhor para fazer um evento desses. E não é a primeira vez que eles estão fazendo. Será que faltam voluntários?

Deixa eu explicar. As filas para as comidinhas eram tao grandes que muita gente desistia de tentar comer. Minha amiga comentou que quando ela foi pegar um pastel, como já eram os últimos, estavam queimados. O crepe de chocolate que eu peguei, joguei fora, porque era pura farinha. E, como ressaltou meu amigo, para eu desprezar algo feito de chocolate é porque estava muito ruim mesmo. Depois de ficar uns 15 minutos na fila do vinho quente, quando chegou perto da minha vez, a bebida acabou (era no começo da festa). Mas esse ano consegui comer pastel, batata frita e churrasco. Ano passado, nem isso.

Daí vem a parte da balada. A banda que deveria fazer o aquecimento da pista era tão ruim, que uns poucos gatos pingados tiveram coragem de ficar na pista. Quando eles finalmente sairam entrou o DJ com um set list de 1990. O problema não era nem a idade das músicas, foi o fato de que a maioria era parada. Como entrar num clima de balada assim?

Enfim, sentei com meus amigos numa mesa, ficamos um tempo conversando e quando o frio começou a apertar porque estávamos parados, desistimos e fomos embora, assim como muita gente fez bem antes da gente.

Vai ser difícil alguém me convencer a ir para uma balada japa tão cedo...